Veja 10 livros de fotografia africana fundamentais por Ben Krewinkel.

Por Ben Krewinkel

RADAR ZUM

O fotógrafo e historiador holandês Ben Krewinkel se apaixonou pela cultura africana nos anos 1990, quando estudava a história moderna do continente. Viveu na África do Sul por um ano e visitou outros países, já interessado em fotografia, mas só se tornou fotógrafo depois, quando também iniciou uma ampla coleção de fotolivros.

Atualmente, é o criador e editor do blog África em fotolivros, uma referência sobre a produção de livros de fotografia africanos. “Depois de ter uma cópia de Pão nosso de cada noite, do fotógrafo moçambicano Ricardo Rangel, comecei a focar mais seriamente em livros sobre a África ou de artistas africanos, que, no início deste século, não eram muito fáceis de encontrar em livrarias holandesas”, conta Krewinkel.

Segue uma prévia da lista dos 10 fotolivros africanos de maior destaque na coleção do fotógrafo e historiador holandês Ben Krewinkel. Veja a lista completa no site da revista ZUM .

Pão nosso de cada noite, de Ricardo Rangel, 2004

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pão nosso de cada noite foi publicado como um presente para Ricardo Rangel, um dos fotógrafos mais importantes de Moçambique. Gosto deste livro por ter um escopo muito específico. Rangel fez as fotos nos anos 1950 e 1960 em Lourenço Marques, antigo nome da capital do país (hoje Maputo). O trabalho é um estudo fotográfico da rua Araújo, a região da prostituição perto do porto, na época em que o país era colônia portuguesa.

Nada é em vão (2017), Emmanuelle Andrianjafy

Nada é em vão, de Emmanuelle Andrianjafy, 2017

Este livro acaba de ganhar o prestigioso prêmio de primeiro livro da editora britânica Mack (First Book Award). A fotógrafa malgaxe realizou o projeto em Dacar, no Senegal, um local desconhecido para ela. Explorar uma cidade nova é também o tema do meu atual projeto fotográfico, em Niamey, capital da República do Níger. Andrianjafy e eu estamos em terrenos parecidos em nossos trabalhos.

Ben Krewinkel (1975) é fotógrafo, historiador e crítico de fotografia. É mestre em História e Estudos Fotográficos e leciona fotografia na escola de jornalismo de Utrecht, na Holanda. Publicou dois fotolivros com temática africana: Uma vida possível (2012) e Procurando por M. (2014).

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Museu da Fotografia Fortaleza

fotógrafo Chico Albuquerque

“Inaugurado no início de março, o Museu da Fotografia Fortaleza apresenta ao público mais de 400 obras nacionais e internacionais que fazem parte da coleção Paula e Silvio Frota. Quatro exposições, divididas nos três andares do prédio de 2.500m2 projetado pelo arquiteto Marcus Novais, apresentam a imersão do curador Ivo Mesquita, ex-diretor artístico da Pinacoteca de SP, no acervo que ultrapassa as 2.000 imagens.”

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Por Iana Soares

Serviço:
Museu da Fotografia de Fortaleza
Rua Frederico Borges, 545, Bairro Varjota
Inauguração em 11 de março, com exposição de 440 obras de 66 fotógrafos brasileiros e 46 estrangeiros
Telefone: (85) 3017-3661.

 

 

Exposição ‘The camera exposed’ no Victoria and Albert Museum, Londres.

A câmera fotográfica como estrela na exposição ‘The camera exposed’ no Victoria and Albert Museum, Londres.

Mostra “The camera exposed” reúne mais de 120 imagens em que as máquinas aparecem como personagens. A mostra, exibe de retratos formais a fotos casuais, de naturezas-mortas a colagens. Faz parte da mostra, imagens de fotógrafos como Richard Avedon, Bill Brandt, Philippe Halsman, Richard Sadler, Paul Strand, Eve Arnold, Lee Friedlander, André Kertész. Cada fotografia apresenta pelo menos uma câmera, como um reflexo ou uma sombra. Ao longo da história da fotografia a câmera muitas vezes fez uma aparição na sua própria imagem, desde o brilho da câmera de Eugène Atget em uma vitrine em Paris desde 1900, com a câmera que serve como um olho na fotografia e 1980 de Calum Colvin de um assemblage pintada de objetos. Na fotografia mais antiga exibida na mostra do Victoria and Albert, por volta de 1853, Charles Thurston Thompson capta a própria imagem e a sua câmera está refletida em um ‘espelho veneziano cerca de 1700’.

Victoria and Albert Museum, em Londres, até 5 de março de 2017.

Saiba+ https://www.vam.ac.uk/articles/the-camera-exposed

Foto de Robert Capa em exposição na Caixa Cultural São Paulo

Mostra reúne fotos de Robert Capa, Gerda Taro e Chim

Por Veja.com

‘A Valise Mexicana’ traz o trabalho dos três fotógrafos que estabeleceram as bases da moderna fotografia de guerra no século 20.

Três caixas com 4.500 negativos da Guerra Civil Espanhola foram encontradas na Cidade do México, em 2007, e enviadas ao Centro Internacional de Fotografia de Nova York (ICP) no mesmo ano. Dentro delas, estava um dos mais valiosos tesouros históricos e fotográficos do século XX: 126 rolos de filmes com imagens inéditas registradas entre 1936 e 1939 por três dos maiores fotógrafos de guerra, Robert Capa, Gerda Taro e David Seymour, conhecido como Chim. Parte desse acervo está em exibição na exposição A Valise Mexicana, na Caixa Cultural São Paulo, após passar por Estados Unidos, Espanha, França, México e Hungria.

O americano de origem húngara Robert Capa (1913-1954), a alemã Gerda Taro (1910-1937) e o polonês David Chim (1911-1956) foram três imigrantes que se tornaram amigos ao viverem na Paris dos anos 1930. A exposição segue a ordem cronológica do registro das imagens e está dividida em três partes: a primeira dedicada a Chim, a segunda às fotografias de Taro e a última com a obra de Capa. O trio estabeleceu as bases da moderna fotografia de guerra no século XX – com Chim documentando a vida cotidiana de soldados e camponeses das regiões arrasadas pela guerra e Capa e Taro fotografando os conflitos ao irem, eles mesmos, para o front.

A mostra pode ser conferida até 2 de outubro, de terça-feira a domingo, das 9 às 19 horas, na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111, São Paulo). A entrada é gratuita.

(Com Estadão Conteúdo)

6ª Mostra SP de Fotografia chega à Vila Madalena

Agenda/junho

Destaque:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Por Julieta Bacchin

Foto por Julieta Bacchin

Ao todo, 34 exposições fazem parte do evento, que conta com obras de 81 fotógrafos espalhadas por 10 ruas diferentes

A Vila Madalena está em festa. Entre 11 de junho e 11 de julho, o bairro mais descolado da cidade de São Paulo recebe a 6ª edição da Mostra SP de Fotografia. Na programação, constam 34 exposições, com obras de 81 fotógrafos diferentes em 10 ruas da Vila. Além dos eventos expositivos, conversas, passeios, projeções e ações especiais completam a mostra. A entrada é Catraca Livre em todos os estabelecimentos participantes. Continue lendo→

Henri Cartier-Bresson

Henri Cartier-Bresson

Henri Cartier-Bresson (Chanteloup-en-Brie, 22 de agosto de 1908 — Montjustin, 2 de agosto de 2004)

O grande poeta das imagens, o artista inato, o descomplicado e genial fotógrafo: essas são algumas das carinhosas definições deste que, sem questionar muito, foi um fotógrafo do século XX, considerado por muitos o pai do fotojornalismo.

Repórter fotográfico, teve seus trabalhos expostos em revistas como “Life” e “Vogue”. Com seu estilo intimista, Henri se descobriu como fotógrafo em 1931, quando uma fotografia de Martin Munkasci foi publicada na Revista Photographies. A imagem de três meninos correndo em direção ao mar fez com que Henri entendesse que a fotografia pode ser um registro de estado de espírito. Assim, passou observar o mundo com um olhar mais atento e liberto. Sem perder os acontecimentos que se passavam ao seu redor, introduziu ao fotojornalismo um novo conceito: liberdade… Continue lendo→