Parabéns São Paulo – 464 anos❤️️

Anúncios

Uma seleção dos melhores livros de fotografia brasileiros publicados em 2017

“A ZUM convidou artistas, curadores, pesquisadores, jornalistas, críticos e professores e envolveu a própria equipe numa seleção dos melhores livros de fotografia brasileiros publicados em 2017 – fotolivros, catálogos de exposição, livros monográficos e de teoria e história da fotografia. Veja abaixo a escolha de cada um.”

Daigo Oliva (editor-adjunto do Núcleo de Imagem da Folha e responsável pelo blog Entretempos)

Missão Francesa, de André Penteado (Editora Madalena, 2017)

“É necessário celebrar fotolivros brasileiros que estão fora da curva nacional. Missão Francesa, de André Penteado, destaca-se por alinhar um trabalho fotográfico de relevância, inserido dentro de um projeto ambicioso, com design e impressão de qualidade –tudo com o mesmo peso, com a mesma importância. Enquanto muitos fotógrafos se dedicaram a explorar recortes da história nacional, André arrisca um grande ensaio que contempla os principais elementos que formam a mentalidade brasileira.”

Lívia Aquino (coordenadora da pós-graduação em fotografia da FAAP, em São Paulo)

X-Range, de Regina Vater (Ikrek, 2017)

“Reeditar uma obra, um livro, uma tradução é fundamental para os processos de pesquisa e para a construção do que entendemos como história, procedimento pouco valorizado pelo mercado editorial no Brasil. Esse argumento já valeria minha escolha, mas podemos pensar mais sobre essa publicação tão cuidadosa.”

“Regina Vater é uma artista cuja produção se dá pela experimentação de diversos procedimentos e materiais. No que diz respeito à fotografia, presente nessa publicação, a artista esgarça alguns protocolos relacionados ao que se consagrou como tradição, provocando outros modos de utilizá-la ao longo de sua produção. Gosto imensamente da definição que faz de si mesma quando assinala, pela linguagem, um lugar de chegada e um de partida: “Não sou vídeo artista, não sou artista de performance, não sou fotógrafa, não sou desenhista, não sou artista de instalação, não sou pintora, não sou poeta visual, sou artista ponto parágrafo”.

“Ela também se faz articuladora de outros artistas produzindo exposições e encontros em Nova Iorque, lugar de efervescência nos anos 1970. Em X-Range tal convivência se dá por uma ação simples de procurar projetar o outro a partir de seu próprio ambiente. Esse outro, entretanto, é parte dessa relação maior entremeada por Regina, se falamos de John Cage, Lygia Clark, Hélio Oiticica e Vito Acconci. Dessa forma, a reedição da publicação é também um reconhecimento de tudo isso como parte de uma boa história.”

Rosely Nakagawa (curadora e editora de artes visuais)05007-002 05005-060, de Marlos Bakker (Editora Madalena, 2017)

05007-002 05005-060 é a publicação de Marlos Bakker que recebeu o prêmio do edital da galeria Gávea. A série mostra uma relação ficcional entre espaços vizinhos próximos geograficamente, porém, socialmente distantes. As fotografias se contrapõem ou se complementam, mostrando possíveis conflitos entre um condomínio de luxo fechado e uma vila de bairro, que se encontram separados por um muro, de onde o fotógrafo os observa. As aparentes semelhanças e conflitos das cenas são reforçadas por palavras pesquisadas pelo autor que conferem às duplas de imagem uma leitura  também ambígua. O projeto gráfico e a edição conseguem reforçar esta leitura, num tratamento sutil da escala de tons que substitui o branco pelo cinza. E em imagens intensas e opostas, impressas sobre um papel sensível ao tato que, de alguma maneira, aumentam a tensão da leitura em cada dobra de página, impressa em papel dobrado.”

Carlos Franco (editor do site da ZUM)Tropeço, de Mário Lalau (Fotô Editorial, 2017)

“Uma brincadeira com a tradição da fotografia de rua dá título a este livro do paulistano Mário Lalau: Tropeço. O olhar do fotógrafo passeia pelas ruas de diferentes cidades do mundo e repara mais nos objetos urbanos (placas, sinais, bancas, calçadas) do que nas pessoas que habitam estes espaços, buscando assim um dar recorte mais particular ao trabalho. O livro, construído em páginas duplas soltas, sem grampo ou cola para juntá-las, aproxima e afasta tais imagens num ritmo bem elaborado, abrindo a possibilidade para que o observador siga seus próprios caminhos na cidade imaginada pelo fotógrafo. O (pouco) texto presente no livro surge mais como verbete, invocando palavras soltas, o que só reforça o aparente desejo do fotógrafo em dar às imagens total protagonismo na narrativa. Um bom exercício para o olhar.”

Continue lendo→

Por Revista de Fotografia ZUM

“13 Fotos de Superluas pelo Mundo – National Geographic Brasil”

“Superlua é o termo popular para uma Lua Cheia ou Nova que aparece quando o satélite natural está especialmente próximo da Terra.”

Fotogaleria→ 

 + | ESPAÇO | National Geographic Brasil

Exposição do fotógrafo Robert Frank, IMS Paulista.

Até o dia 30 de dezembro de 2017,  o Instituto Moreira Salles (IMS) Paulista, apresente a exposição do fotógrafo Robert Frank. Focada na série “Os Americanos”. 

Verdadeiro clássico da fotografia do século 20, “Os Americanos” será exibido pela primeira vez no Brasil. Definida pelo escritor Jack Kerouac como um “poema triste dos Estados Unidos” dos anos 1950, a coleção, com 83 fotografias em cópias da década de 1980, pertence à coleção da Maison Européenne de la Photographie, de Paris, e é uma das poucas séries completas da obra de Frank.

Crédito da imagem: Robert Frank | Divulgação

A série, com 83 fotografias em cópias da década de 1980, pertence à coleção da Maison Européenne de la Photographie e é uma das poucas séries completas da obra de Frank. A exposição traz também Os livros e os filmes, projeto desenvolvido em parceria com o editor Gerhard Steidl.

Um marco para a fotografia do século 20

“Os Americanos” é o resultado da jornada de Frank pelos Estados Unidos, em que percorreu quase todos os estados. Fruto de uma bolsa da Guggenheim Fellowship, a viagem de Frank em um velho carro usado durou cerca de nove meses, entre 1955 e 1957, e originou mais de 28 mil fotografias, que se tornaram verdadeiros retratos de uma América multifacetada.

No projeto, concebido e construído em intensa interação com o fotógrafo Walker Evans, seu amigo e mentor, o registro dos personagens do país em recortes sociais, econômicos, culturais e políticos distintos revelam a plena maturidade artística de Frank, desenvolvendo uma síntese de suas inquietações em relação à fotografia e aos limites dela como linguagem.

Apesar de ter construído uma representação do país e de seus habitantes na década de 1950, de forte caráter autoral, o projeto teve lenta aceitação nos EUA. Mas, por romper definitivamente com o predomínio da técnica sobre a intuição e a expressão pessoal, aos poucos se tornou um marco divisor da fotografia no século XX.

A obra de Frank privilegia experimentação e busca, numa poética própria de engajamento com seus temas, embate profundo com seus próprios sentimentos e permanente questionamento da realidade que o cerca. Com “Os americanos”, Frank inaugurou a fotografia de rua (street photography) e de estrada, livre de retórica e narrativas estruturadas. Uma ode poética que se tornou modelo e referência para artistas posteriores

IMS Paulista

Avenida Paulista, 2424

São Paulo/SP

Visitação

Entrada gratuita

Até 30 de dezembro de 2017

Galeria 3

Horário

Terças a domingos, das 10h às 20h. Às quintas, das 10h às 22h

Fontes:   IMS Paulista  / Catraca Livre.